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El Niño pode ser um dos mais intensos da história e acende alerta para monitoramento de rodovias e áreas de risco
Com mais de 83% de probabilidade de permanecer forte ou muito forte até o início de 2027, fenômeno reforça importância de sensores e estações meteorológicas para acompanhar condições locais e apoiar ações preventivas
Por Administrador
Publicado em 14/10/2026 12:09
O Trânsito nosso de todo dia
Reprodução - Severe Weather Europe










 

O El Niño de 2026 pode entrar para a história como um dos mais intensos já registrados. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno apresenta mais de 83% de probabilidade de permanecer forte ou muito forte até o trimestre de janeiro a março de 2027. O cenário amplia a atenção para possíveis eventos climáticos extremos no Brasil, especialmente em regiões sujeitas a chuvas intensas, alagamentos e deslizamentos, e reforça a importância do monitoramento ambiental em rodovias e áreas urbanas.
Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o El Niño pode alterar os padrões de temperatura e precipitação em diferentes regiões do planeta. No Brasil, seus efeitos podem incluir chuvas mais frequentes em determinadas áreas do Sul e episódios de estiagem em partes do Norte e Nordeste, embora os impactos variem conforme as condições atmosféricas de cada região.
Para Marcio Malewschik, Cofundador da Plugfield, empresa do Grupo Pumatronix especializada em monitoramento climático e ambiental, o cenário reforça a necessidade de complementar as previsões meteorológicas com informações coletadas diretamente nos locais mais vulneráveis.
“O El Niño pode alterar os padrões de chuva em grandes regiões, mas os impactos não acontecem da mesma forma em todos os lugares. Uma rodovia pode enfrentar precipitação intensa em determinado trecho enquanto outros pontos apresentam condições diferentes. Por isso, além de acompanhar as previsões, é fundamental contar com dados locais que mostrem o que está acontecendo na infraestrutura em tempo real”, explica.
 
Como o monitoramento pode ajudar durante eventos extremos
Em rodovias, chuvas intensas podem comprometer a visibilidade, modificar as condições de aderência do pavimento e aumentar os riscos em encostas e taludes. Para concessionárias e gestores públicos, o desafio é acompanhar essas alterações ao longo de extensos corredores viários e identificar os pontos que exigem maior atenção.
Nesse contexto, a Plugfield desenvolve estações meteorológicas capazes de medir volume e intensidade da chuva, temperatura, umidade, pressão atmosférica e velocidade e direção dos ventos. O monitoramento pode ser complementado por sensores que identificam condições do pavimento, presença de água e redução da visibilidade provocada por neblina ou chuva intensa.
Instalados em pontos estratégicos, esses equipamentos fornecem informações sobre as condições registradas em cada local, permitindo que equipes operacionais acompanhem a evolução dos eventos climáticos e avaliem a necessidade de medidas de segurança, como sinalização de risco, inspeções e eventuais restrições de tráfego.
“Quando combinamos monitoramento climático e análise de dados, conseguimos acompanhar como um evento está afetando diferentes trechos de uma rodovia. Essas informações ajudam as equipes a identificar condições críticas e avaliar medidas preventivas, sem depender exclusivamente de alertas que abrangem regiões inteiras”, afirma Malewschik.
 
Atenção também às encostas nas rodovias
Outro ponto de preocupação durante os períodos de chuva intensa é a estabilidade de encostas e taludes. A infiltração de água no solo pode contribuir para situações de instabilidade, especialmente em locais que já apresentam fatores de risco.
Nessas áreas, o monitoramento pode incluir piezômetros e inclinômetros. Enquanto os piezômetros acompanham parâmetros relacionados à água no solo, os inclinômetros registram alterações de inclinação em pontos monitorados. Associados às medições de precipitação, esses equipamentos fornecem dados que podem subsidiar inspeções e decisões das equipes responsáveis pela infraestrutura.
A tecnologia não elimina a possibilidade de deslizamentos nem substitui avaliações geotécnicas, mas acrescenta informações importantes para o acompanhamento de áreas suscetíveis a instabilidades. “O Brasil enfrenta eventos climáticos cada vez mais intensos e imprevisíveis. O que muda o cenário não é apenas reagir rapidamente, mas ter dados confiáveis que permitam agir antes que o risco se concretize. Em áreas suscetíveis a deslizamentos, acompanhar a chuva e as condições do terreno ajuda as equipes a identificar alterações que merecem atenção e avaliar medidas preventivas”, conclui Malewschik.

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