Pegar a estrada para acompanhar seu time do coração em outra cidade é uma aventura. E, dependendo do trajeto, uma aventura arriscada. Levantamento inédito realizado pelo Bolavip Brasil descobriu que o trajeto rodoviário entre Chapecó (SC), onde fica a Chapecoense, e Rio de Janeiro, cidade de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, é o mais perigoso do Campeonato Brasileiro, com 312 mortes ocorridas em acidentes em 2025.
Já o trajeto com a maior quantidade de acidentes graves é o que liga Belo Horizonte, cidade de Atlético e Cruzeiro, a Salvador, lar de Bahia e Vitória. Uma pessoa morreu ou ficou gravemente ferida a cada 2,3 acidentes ocorridos no trecho ano passado.
Metodologia
Os números foram obtidos da seguinte forma: primeiramente, foram mapeados os trajetos rodoviários que ligam duas cidades com clubes no Brasileirão com até 1.500km de extensão, aproximadamente. Estudos de mobilidade interestadual no Brasil mostram que o transporte rodoviário é o mais usado pela população em trajetos de até 1.500km. Quando o deslocamento é maior, o avião passa a ser o meio de transporte mais usado.
Em seguida, o levantamento acessou os dados da Polícia Rodoviária Federal referentes a acidentes em estradas ao longo de 2025, que destrincha local, quantidade de pessoas envolvidas, e ocorrência de mortes e feridos nos acidentes.
Trajeto entre o interior de Santa Catarina e a capital do Rio é o mais letal
Sair de Chapecó em direção ao Rio de Janeiro e vice-versa significa encarar um trajeto de pouco mais de 1.500km percorrido em quatro rodovias federais diferentes, incluindo o trecho da BR-116 entre São Paulo e Curitiba, conhecido como a “Rodovia da Morte”.
Em 2025, 312 pessoas perderam a vida em acidentes ocorridos no trajeto entre a cidade catarinense e a capital fluminense. O número é o maior entre os 33 trajetos considerados no levantamento. A quantidade é 2,5 vezes maior do que a média de mortes nos trajetos considerados no estudo, 125.
Incidência de acidentes graves é maior entre Belo Horizonte e Salvador
A viagem entre as capitais da Bahia e de Minas Gerais conta com a maior incidência de acidentes mais graves. Uma pessoa morreu ou ficou gravemente ferida a cada 2,3 acidentes no trajeto que liga as cidades de Bahia e Vitória e de Atlético-MG e Cruzeiro
O número é quase duas vezes maior do que média geral de mortes ou feridos com gravidade - um a cada 4,5 acidentes.
Trecho entre Bragança Paulista e Rio é dos mais perigosos, apesar de curto
Como era esperado, o levantamento confirmou que os trajetos com a maior incidência de acidentes, mortes e feridos com gravidade são os trajetos de maior extensão. Entretanto, uma exceção chamou a atenção.
A viagem entre Bragança Paulista e Rio de Janeiro, cidades do RB Bragantino e dos quatro grandes cariocas, é mais curta, de aproximadamente 450km. Entretanto é a sétima com mais mortes e a sexta com mais acidentes graves.
Para se ter uma ideia, a viagem entre Bragança Paulista e Rio registrou mais mortes e mais feridos com gravidade do que o trajeto entre Porto Alegre e Bragança Paulista, de cerca de 1.230km.
As viagens mais perigosas do Brasileirão (número de mortes no trajeto em 2025):
1 - Chapecó <-> Rio de Janeiro: 312 mortes
2 - Chapecó <-> Belo Horizonte: 281 mortes
3 - Belo Horizonte <-> Salvador: 241 mortes
4 - Curitiba <-> Rio de Janeiro: 237 mortes
5 - Curitiba <-> Belo Horizonte: 206 mortes
6 - Chapecó <-> Bragança Paulista: 190 mortes
7 - Bragança Paulista <-> Rio de Janeiro: 178 mortes