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72% dos brasileiros apoiam leis de trânsito mais rigorosas nas estradas, revela pesquisa
Mulheres são mais propensas do que os homens a apoiar limites de velocidade mais baixos; dependência do automóvel particular continua a ser global
Por Administrador
Publicado em 16/04/2026 12:00
O Trânsito nosso de todo dia
Reprodução

A nova edição do Relatório de Mobilidade da Ipsos, que ouviu pessoas em 31 países para entender como as escolhas de mobilidade moldam as nossas sociedades, revela que 72% dos brasileiros apoiam leis de trânsito mais rigorosas para melhorar a segurança rodoviária (66% na média global). O levantamento mostra também que, do total de entrevistados, em média 55% estão preocupados com a segurança rodoviária na sua área local. A preocupação é maior para aqueles que vivem numa área urbana (57%), em comparação com áreas rurais (51%) e suburbanas (52%).
Sobre o apoio a limites de velocidade mais baixos para diminuir a probabilidade de acidentes e a gravidade das lesões, as opiniões se dividem: nas áreas residenciais, as pessoas ficam felizes por haver limites de velocidade mais baixos (em média, 70% apoiam), mas quando se trata de vias expressas ou autoestradas, o apoio global cai para 56% a favor de um limite de velocidade mais baixo e, em 12 países, recebe apenas apoio minoritário.
Há, ainda, uma divisão entre homens e mulheres. Em todas as gerações, as mulheres são mais propensas do que os homens a apoiar limites de velocidade mais baixos nas autoestradas. A diferença no apoio entre homens e mulheres é maior entre os Baby Boomers, com 61% das mulheres a favor e apenas 47% dos homens.

Dependência do carro
O Mobility Report 2026 destaca que a dependência do automóvel particular continua a ser uma realidade global. No Brasil, 33% dos entrevistados dizem ser impossível viver sem um carro. Globalmente, em média 43% dos motoristas dizem o mesmo, percepção que é ainda mais forte em países como os Estados Unidos, onde 65% dos entrevistados compartilham da opinião.
Os dados, por sua vez, mostram que o desejo de conduzir um automóvel vai além da necessidade: 49% dos entrevistados brasileiros dizem que poderiam viver sem o seu veículo, mas preferem tê-lo (43% na média global), e em 22 dos 31 países pesquisados, as pessoas dizem que conduzir é o seu meio de transporte favorito.
“Isto vai além da utilidade – as pessoas genuinamente gostam de conduzir”, diz a Diretora de Opinião Pública e Política da Ipsos-Ipec, Patrícia Pavanelli. “Existe um profundo apego emocional e lealdade à posse de um veículo pessoal, o que oferece a oportunidade de explorar os aspetos experienciais/emocionais da posse de um carro no design, marketing e na mensagem da marca”, completa. 
O local onde as pessoas vivem desempenha um papel importante em suas escolhas: seis em cada dez (60%) habitantes da área rural dizem que viver sem carro é impossível, enquanto 46% dos suburbanos e 37% dos da área urbana dizem o mesmo.
Entre os mais jovens e aqueles com baixos rendimentos, há mais variação. Para as pessoas com baixos rendimentos, a probabilidade de escolherem o seu carro (24%) como meio de transporte favorito é a mesma que escolherem o transporte público (24%) e caminhar (23%). Ainda que a Geração Z prefira o seu próprio carro para se deslocar (26%), como outras gerações, ela é muito mais propensa a gostar de transporte público (22%) em comparação com outras faixas etárias (Baby Boomers 14%, Geração X 16% e Millennials 15%).

Metodologia
A pesquisa foi realizada pela lpsos em 31 países, por meio de sua plataforma online Global Advisor e, na Índia, em sua plataforma IndiaBus, entre sexta-feira, 21 de novembro e sexta-feira, 5 de dezembro de 2025.
A lpsos entrevistou um total de 23.722 adultos com 18 anos ou mais na Índia, de 18 a 74 anos no Canadá, República da Irlanda, Malásia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos, de 20 a 74 anos na Tailândia, de 21 a 74 anos na Indonésia e Singapura, e de 16 a 74 anos em todos os outros países.
No Brasil, a amostra consiste em aproximadamente 1.000 indivíduos. Os dados são ponderados para que a composição da amostra de cada país reflita melhor o perfil demográfico da população adulta, de acordo com os dados do censo mais recente.
A precisão das pesquisas on-line da Ipsos é calculada usando um intervalo de credibilidade, sendo que uma pesquisa com N=1.000 tem uma margem de erro de +/- 3,5 pontos percentuais e uma pesquisa com N=500 tem uma margem de erro de +/- 5,0 pontos percentuais. Para mais informações sobre o uso de intervalos de credibilidade pela Ipsos, visite o site da Ipsos.

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