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Estudo aponta comportamento ao volante como principal fator de risco no trânsito
Por meio de telemetria avançada, a Localiza monitora padrões de condução para antecipar riscos e orientar decisões preventivas contribuindo para a segurança no trânsito
Por Administrador
Publicado em 11/08/2026 12:03
O Trânsito nosso de todo dia
Divulgação

Dados de condução de 650 milhões de quilômetros rodados por frotas corporativas no Brasil revelam um padrão consistente: o risco de acidentes graves está menos relacionado à distância percorrida e mais ao comportamento ao volante. O levantamento, realizado pela Localiza com base em mais de mil operações monitoradas em todo o país, identificou que a recorrência de práticas como excesso de velocidade é o principal fator por trás dos eventos mais críticos e que esses padrões podem ser antecipados com o uso de tecnologia e análise de dados.

Esses insights são viabilizados pelo uso intensivo de tecnologia e análise de dados aplicados à mobilidade. Por meio de soluções como a Mobi7, empresa da Localiza&Co especializada em gestão de frotas, a Companhia monitora variáveis de condução em larga escala e transforma cada trajeto percorrido em aprendizado. Atualmente, são mais de 1 bilhão de quilômetros monitorados por mês. Sensores embarcados, telemetria avançada e modelos analíticos permitem identificar padrões, antecipar riscos e orientar decisões antes que acidentes aconteçam, visando a diminuição de incidentes e a proteção da vida.

A partir dessa base tecnológica, a leitura dos dados se apoia em um conceito já utilizado em estudos de segurança viária: o risco precisa ser analisado considerando a exposição ao trânsito, ou seja, o volume de quilômetros rodados. Quando essa lógica é aplicada a dados reais de operação, o resultado desafia um senso comum: rodar mais não significa, necessariamente, correr mais risco. Frotas maiores, com maior volume de deslocamento, tendem a apresentar comportamento mais estável, enquanto operações menores concentram, proporcionalmente, mais eventos críticos — o que reforça o papel da gestão e do monitoramento contínuo.

“Empresas que tratam mobilidade de forma estratégica já entenderam que o dado é o principal ativo para reduzir riscos e tornar a operação mais eficiente. Quando a informação gerada pelo veículo passa a orientar decisões, é possível antecipar comportamentos críticos, evitar acidentes e, assim, contribuir para um trânsito mais seguro, preservando vidas. É um exemplo concreto de como a coleta de dados e o seu uso estratégico pode reverter positivamente para a sociedade como um todo e para a construção de uma mobilidade mais humana”, afirma João Ávila, diretor executivo de Operações da Localiza&Co.

Comportamento e velocidade concentram os principais riscos

Entre os principais destaques do levantamento, o excesso de velocidade aparece como o fator mais determinante para a gravidade dos acidentes. Em mais de 80% das frotas analisadas, ao menos um veículo ultrapassou 140 km/h no período, um comportamento diretamente associado a sinistros mais severos, especialmente em rodovias.

O tipo de via também influencia o perfil de risco. Em áreas urbanas, predominam eventos como frenagens bruscas e acelerações, geralmente menos graves. Já nas rodovias, a velocidade elevada se consolida como o principal vetor de acidentes fatais. Em vias não pavimentadas, comuns em setores como agronegócio e mineração, o risco está mais ligado à imprevisibilidade do terreno e à perda de controle do veículo.

Esse padrão ajuda a explicar momentos recentes de agravamento da segurança viária. Durante o Carnaval de 2026, por exemplo, foram registradas 130 mortes em rodovias federais, um aumento de 52,9% em relação ao ano anterior, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em períodos de maior fluxo, o aumento da exposição combinado à repetição de comportamentos de risco tende a potencializar a gravidade dos acidentes.

Outro ponto relevante é que indicadores tradicionais, como multas, têm alcance limitado na prevenção de sinistros graves. Embora importantes do ponto de vista regulatório, eles não capturam a reincidência de comportamentos críticos, fator que, segundo os dados analisados, diferencia operações mais seguras daquelas mais expostas.

Tecnologia transforma dados em prevenção

Mais do que monitorar veículos, a proposta da Localiza é compreender como as pessoas dirigem e, a partir disso, atuar sobre comportamento. Com a combinação entre dados, monitoramento e gestão, o setor avança para um modelo mais preditivo de segurança viária. Nesse contexto, a tecnologia deixa de ser apenas ferramenta operacional e passa a ter um papel direto na redução de acidentes, ao transformar informação em ação e comportamento em prevenção. Esse entendimento se traduz em iniciativas práticas desenvolvidas pela empresa e adaptadas a diferentes perfis de uso.

No segmento corporativo, por exemplo, empresas clientes podem aderir a iniciativas como o DirijaCom, programa de direção segura baseado em telemetria, que avalia o comportamento dos condutores por meio de uma pontuação (0 a 100) considerando fatores como velocidade, aceleração, frenagem e curvas. Os resultados já aparecem na prática. Casos acompanhados pela Companhia em setores como energia, telecomunicações, indústria e serviços indicam que o uso estruturado de dados pode reduzir de forma relevante eventos de velocidade extrema, acidentes e custos operacionais associados às frotas.

Para Ávila, o avanço da tecnologia está mudando a forma como a segurança viária é gerida nas empresas. “A principal mudança é sair de uma lógica reativa para uma gestão baseada em padrões. Quando você identifica o risco antes dele acontecer, ganha capacidade de atuar de forma muito mais efetiva e, principalmente, de salvar vidas”, finaliza o executivo.

Companhia também conscientiza motoristas de aplicativos

Desde 2023, motoristas de aplicativo do segmento Zarp, por exemplo, recebem alertas sobre excesso de velocidade e outros comportamentos de risco, além de acesso a cursos de direção segura em casos de reincidência. Trata-se do Programa de Direção Defensiva da Zarp, que serve para incentivar uma direção mais segura e consciente, ajudando o motorista a compreender seu desempenho, identificar oportunidades de melhoria e reduzir riscos no trânsito. A iniciativa impacta diretamente os motoristas parceiros da Zarp e, indiretamente, contribui para a segurança de todos que compartilham o trânsito.

 

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