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Você sabe o que significa o “tempo” do motor da sua moto?
Entenda a diferença entre motores de 2 e 4 tempos e como a escolha correta do lubrificante impacta o desempenho e a vida útil da moto
Por Administrador
Publicado em 26/02/2026 12:00
Duas Rodas
Reprodução

Com uma vida útil média de 12 a 15 anos, os motores das motos estão entre os componentes que mais exigem manutenção ao longo do tempo. Para que essa manutenção seja feita de forma adequada, é fundamental conhecer o “tempo” do motor, já que cada tipo possui um sistema de funcionamento e lubrificação específico, que exige cuidados próprios.
Por isso, antes de qualquer intervenção, é essencial identificar se o motor da sua moto é de 2 ou 4 tempos. Essa informação é determinante para aplicar o tipo correto de manutenção e escolher o lubrificante mais indicado. Seguir essa orientação simples contribui para aumentar a durabilidade do motor e evitar falhas que podem causar problemas sérios na estrada.
Nesse sentido, José Cesário Neto, coordenador de capacitação e suporte técnico dos lubrificantes Mobil™, explica que o motor de dois tempos opera com um ciclo de trabalho de apenas dois movimentos do pistão: a admissão e a compressão em um, e a combustão e o escape em outro. Por conta da simplificação do processo, esse motor possui uma potência maior e rotações mais altas, além de serem mais leves e simples. Atualmente, esses motores são mais encontrados em motos menores e esportivas, motonetas, roçadeiras e cortadores de grama.
Cesário Neto ressalta também que “a lubrificação das motos com dois tempos é feita pela mistura do óleo diretamente com o combustível, sendo consumido junto com ele. Exatamente por isso, é necessário usar óleos específicos para esse tipo de motor, como o Mobil Special 2T, que protege o motor contra o desgaste e a corrosão, aumenta a vida útil do pistão e reduz a pré-ignição”. Já o motor de 4 tempos, realiza este ciclo em quatro diferentes etapas: admissão, compressão, combustão/expansão e escape. Essa tecnologia torna do motor de 4 tempos um motor mais eficiente, que consome menos combustível e reduz poluentes.
O coordenador explica como a lubrificação ocorre nestes motores: “Nesses casos, a lubrificação é realizada de forma diferente. O óleo fica armazenado no cárter, de onde é puxado por uma bomba e distribuído pelas galerias internas do motor. O processo pode ocorrer de duas formas: por salpico, quando o virabrequim respinga o óleo nas peças, e por pressurização, quando a bomba envia o lubrificante sob pressão para pontos críticos como mancais e válvulas. O óleo cria uma película que reduz atrito, absorve calor, limpa impurezas e protege contra corrosão. Depois de circular, retorna ao cárter para reiniciar o ciclo. A lubrificação para os motores 4T aumenta a resistência à oxidação e protege o motor e a embreagem contra desgaste”.
Por essa razão, os modelos de moto mais vendidos no Brasil utilizam motores 4T.

Por que não devo usar o lubrificante 4T para uma moto 2T? 
O óleo 4T não é desenvolvido para se adequar a um motor de dois tempos, que exige um óleo feito para ser queimado e misturado junto ao combustível. O uso do óleo 4T, nesse caso, pode levar ao sobreaquecimento da moto, danos graves ao motor e falhas na lubrificação.
Outros resultados do uso de óleo incorreto podem ser fortes resíduos de carvão no motor, entupimento do escapamento e até fundir o motor por falta de lubrificação adequada. Com isso em mente, o coordenador José Cesário Neto relembra da importância de saber qual é o tempo do motor da sua moto: “motor 2T pede óleo 2T, motor 4T pede óleo 4T: simples assim. Não existe economia quando se coloca o óleo errado, porque o barato sai caro. Você pode travar o motor e gastar muito mais depois. Também é importante respeitar a proporção de mistura recomendada no manual da moto, porque tanto excesso quanto falta de óleo prejudicam o motor”. 

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