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Levamento revela modelos de motos mais roubadas e furtadas em SP no 1º quadrimestre
Por Administrador
Publicado em 30/07/2026 12:12
Duas Rodas
Reprodução - Magnific

Estudo do Centro de Estudos em Economia do Crime (CEEC) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) lista os modelos de motocicletas com mais ocorrências de roubos e furtos no estado de São Paulo no primeiro quadrimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.

O modelo HONDA/CG 160 FAN ficou na 1ª posição do ranking com 1.352 casos, mesmo sendo registrada uma redução de -27,5% nas ocorrências. O modelo HONDA/CG 160 TITAN teve uma alta de +14,2% com 965 ocorrências computadas; enquanto a HONDA/CG 160 START ficou com a 3ª posição com 639 registros, uma queda de -12,9%. Em contrapartida, um crescimento estatístico expressivo de +106,9% foi apresentado pelo modelo MOTTU/SPORT 110I, que saltou de 87 para 180 ocorrências.

 Evolução no primeiro quadrimestre de 2026 x 2025

Ranking

Modelo

2026

2025

Var.%

Posição em 2025

HONDA/CG 160 FAN

1352

1865

-27,5%

HONDA/CG 160 TITAN

965

845

14,2%

HONDA/CG 160 START

639

734

-12,9%

YAMAHA/FZ25 FAZER

228

321

-29,0%

HONDA/CB300F TWISTER ABS

195

104

87,5%

21º

MOTTU/SPORT 110I

180

87

106,9%

27º

HONDA/PCX 150

160

181

-11,6%

HONDA/ELITE 125

128

126

1,6%

16º

HONDA/CG 150 TITAN KS

109

129

-15,5%

15º

10º

HONDA/CG 160 CARGO

93

141

-34,0%

12º

11º

HONDA/XRE 190

90

100

-10,0%

24º

12º

HONDA/CB300F TWISTER CBS

87

47

85,1%

45º

13º

YAMAHA/XTZ250 LANDER

85

215

-60,5%

14º

HONDA/CG150 FAN ESDI

83

124

-33,1%

17º

15º

YAMAHA/YBR150 FACTOR ED

81

106

-23,6%

20º

16º

HONDA/CG 160 FAN ESDI

81

141

-42,6%

13º

17º

HONDA/XRE 300 ABS

80

160

-50,0%

10º

18º

HONDA/XRE 300

80

139

-42,4%

14º

19º

HONDA/CBX 250 TWISTER

79

103

-23,3%

22º

20º

HONDA/CG 150 FAN ESI

79

86

-8,1%

29º

21º

HONDA/CG 125 FAN KS

75

110

-31,8%

18º

22º

HONDA/NXR160 BROS ESDD

75

161

-53,4%

23º

YAMAHA/MT03 ABS

74

108

-31,5%

19º

24º

H/HONDA 150

74

168

-56,0%

25º

H/HONDA

72

213

-66,2%

26º

YAMAHA/XTZ 250 LANDER

69

17

305,9%

90º

27º

HONDA/CG 125 FAN

69

89

-22,5%

26º

28º

HONDA/POP 110I ES

68

10

580,0%

130º

29º

HONDA/CB 300R

67

156

-57,1%

11º

30º

HONDA/BIZ 125

62

87

-28,7%

28º

Fonte: SSS/SP – Elaboração: FECAP

O modelo MOTTU\SPORT 110I ocupa uma posição relevante quando analisado o número de emplacamentos desta moto no Brasil. Ela é fabricada pela empresa indiana TVS Motor Company e chegou ao País em 2022 por meio de uma startup de aluguel de motos. Além de aparecer na estatística de roubos e furtos, ela também apresenta destaque ao ocupar uma posição anteriormente ocupada por empresas tradicionais no Brasil como a Yamaha.

 Número de motos emplacadas no Brasil em 2026

Ranking

Modelo

Março

Abril

Var.%

HONDA/CG 160

47.964

46.949

-2,1%

HONDA/BIZ

25.946

23.449

-9,6%

HONDA/POP 110I

24.639

23.372

-5,1%

HONDA/NXR160

17.611

17.429

-1,0%

MOTTU/SPORT 110I

10.185

9.764

-4,1%

YAMAHA/YBR 150

7.092

6.758

-4,7%

HONDA/CB 300F

6.498

5.913

-9,0%

HONDA/XRE 190

5.457

5.064

-7,2%

HONDA/PCX 160

4.970

4.814

-3,1%

10º

YAMAHA/FAZER 250

4.232

3.967

-6,3%

11º

YAMAHA/XTZ 250

3.918

3.900

-0,5%

12º

HONDA/XRE 300

4.013

3.883

-3,2%

13º

SHINERAY/SHI 125

3.958

3.864

-2,4%

14º

YAMAHA/FAZER 150

3.850

3.376

-12,3%

15º

HONDA/ELITE 125

3.166

2.664

-15,9%

16º

SHINERAY/SHI 175

2.899

2.556

-11,8%

17º

YAMAHA/CROSSER 150

2.726

2.439

-10,5%

18º

YAMAHA/AEROX 160

2.284

2.243

-1,8%

19º

YAMAHA/NMAX

1.949

1.944

-0,3%

20º

HONDA/ADV 160

1.918

1.764

-8,0%

21º

SHINERAY/SHI 150

1.643

1.431

-12,9%

22º

HONDA/XR 300L

1.552

1.376

-11,3%

23º

YAMAHA/YZF R15

1.265

1.164

-8,0%

24º

AVELLOZ/AZ1

1.370

1.152

-15,9%

25º

HAOJUE/DK160

1.117

1.106

-1,0%

26º

AVELLOZ/AZ160

1.223

1.010

-17,4%

27º

YAMAHA/MT03

876

890

1,6%

28º

SHINERAY/XY 125

1.170

798

-31,8%

29º

BAJAJ/DOMINAR D400

777

784

0,9%

30º

SHINERAY/SHI 250

654

775

18,5%

 

Outros

11.037

10.754

-2,6%

 

Total Geral

207.959

197.352

-5%

Fonte: www.fenabrave.org.br, 2026.

 Locais com mais ocorrências

A análise da FECAP revela também os locais com mais ocorrências. Foram identificados altas abruptas em logradouros que antes apresentavam baixa incidência, destacando-se a Avenida Presidente Wilson (com alta estatística de 1200%), a Rua Alexandre Dumas (+700%) e a Rua Platina (+500%).

Apesar de ser uma região associada à forte concentração de comércio de peças e desmanches, uma redução de -39,3% foi apresentada na Avenida Sapopemba. A estabilidade de casos foi mantida na Rua Voluntários da Pátria (0,0%) e na Rua Padre Adelino (0,0%), enquanto uma queda acentuada de -75,0% foi sofrida pela Rua Vergueiro no início de 2026.

A manutenção de altos percentuais de ocorrência em certas vias está em linha com as análises anteriores, sendo explicado pela localização desses logradouros nas regiões Norte, Sul e Leste, que concentram historicamente o maior volume de furtos e roubos de motos.

Vale destacar que nesse tipo de crime, há o comportamento "flutuante": é natural que alternâncias no posicionamento das ruas sejam explicadas pelo deslocamento constante de infratores e vítimas entre diferentes ruas da cidade.

 Evolução por logradouro no primeiro quadrimestre de 2026 x 2025

Ranking

Logradouro

2026

2025

Var.%

Posição em 2025

VEDAÇÃO DA DIVULGAÇÃO DOS DADOS RELATIVOS

475

260

82,7%

AVENIDA SAPOPEMBA

17

28

-39,3%

ESTRADA DO ALVARENGA

14

10

40,0%

25º

ESTRADA DO M'BOI MIRIM

14

23

-39,1%

AVENIDA MINISTRO PETRONIO PORTELA

14

7

100,0%

52º

AVENIDA PRESIDENTE WILSON

13

1

1200,0%

2749º

RUA AMADOR BUENO

13

7

85,7%

49º

RUA ROBERT BOSCH

11

14

-21,4%

11º

RUA VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA

11

11

0,0%

16º

10º

AVENIDA DAS NAÇÕES UNIDAS

11

18

-38,9%

11º

AVENIDA MICHIHISA MURATA

11

4

175,0%

163º

12º

AVENIDA SENADOR TEOTÔNIO VILELA

10

5

100,0%

87º

13º

RUA VOLUNTARIOS DA PATRIA

9

6

50,0%

53º

14º

RUA PEDRO DE TOLEDO

9

2

350,0%

308º

15º

RUA ANTONIO DE OLIVEIRA

9

16

-43,8%

16º

AVENIDA PARADA PINTO

9

3

200,0%

272º

17º

RUA PADRE ADELINO

8

8

0,0%

31º

18º

RUA TITO

8

3

166,7%

185º

19º

AVENIDA VILA EMA

8

10

-20,0%

26º

20º

AVENIDA MENOTTI LAUDISIO

8

6

33,3%

64º

21º

AVENIDA CUPECÊ

8

4

100,0%

161º

22º

RODOVIA FERNÃO DIAS

8

5

60,0%

91º

23º

RUA ALEXANDRE DUMAS

8

1

700,0%

2812º

24º

RUA MIGUEL YUNES

7

5

40,0%

73º

25º

RUA SARA DE SOUZA

7

2

250,0%

335º

26º

RUA MAESTRO CARDIM

7

12

-41,7%

13º

27º

RUA ANGELO DE CANDIA

7

8

-12,5%

33º

28º

RUA CAVOUR

7

15

-53,3%

29º

RUA VERGUEIRO

6

24

-75,0%

30º

RUA PLATINA

6

1

500,0%

962º

Fonte: SSS/SP – Elaboração: FECAP

 Total de ocorrências diminuiu

O período de janeiro a abril de 2026 apresentou redução na variação de ocorrências: uma queda de -19,5% no total geral (reduzindo de 11.187 para 9.007 casos) foi verificada no primeiro quadrimestre, em relação ao mesmo período de 2025. 

Comparativo Roubo e Furto no primeiro quadrimestre de 2026 x 2025

Ocorrência

2025

2026

Var.%

Furto

8144

6917

-15,1%

Roubo

3043

2090

-31,3%

Total Geral

11187

9007

-19,5%

Fonte: SSS/SP – Elaboração: FECAP

Os roubos de motos diminuíram -31,3% (caindo de 3.043 para 2.090 ocorrências), enquanto os furtos de motos reduziram -15,1% (recuando de 8.144 para 6.917). A queda foi considerada perceptível em todos os meses do período analisado. 

Evolução no primeiro quadrimestre de 2026 x 2025

Mês

2025

2026

Var.%

Janeiro

2915

2380

-18,4%

Fevereiro

2704

2101

-22,3%

Março

2884

2449

-15,1%

Abril

2684

2077

-22,6%

Total Geral

11187

9007

-19,5%

Fonte: SSS/SP – Elaboração: FECAP

Segundo o pesquisador responsável pelo levantamento, professor Erivaldo Vieira, embora em números absolutos o Estado ainda apresente um valor elevado de ocorrências, uma tendência de queda de ocorrências de roubos e furtos de motos vem sendo verificada desde 2024.

Um dos motivos da redução pode ser em virtude da sazonalidade no setor de varejo: é comum o setor varejista brasileiro sofrer uma queda em suas vendas após o período no carnaval. “Esse cenário desaquece a atividade econômica de forma geral impactando, por exemplo, a comercialização de peças para reposição, o volume de entregas em domicílio e demais movimentações nas cidades que implicam em redução na circulação de motos”, afirma Vieira.

O pesquisador frisa que o furto é consolidado como a dinâmica delitiva padrão do setor, uma vez que a prática de furto se manteve maior do que a prática de roubo em todo o período, apesar das reduções obtidas.

Os números permitem definir três eixos fundamentais delineados:

  • Modelo populares/trabalho: veículos utilitários de baixa cilindrada (como a linha Honda CG160 e Mottu) são estabelecidos como alvos prioritários;
  • Pólos econômicos metropolitanos: regiões comerciais de maior poder aquisitivo (Santo Amaro, Santana e Tatuapé) são apontadas como os principais focos de delitos na capital;
  • Movimento de interiorização: embora a maior fatia dos números seja retida na Capital, aumentos expressivos foram registrados em cidades do interior e em cidades limítrofes (como Limeira e Taboão da Serra), o que sinaliza uma possível migração da atividade criminosa.

Metodologia da pesquisa

O levantamento da FECAP é feito com base nos dados de boletins de ocorrência registrados em todas as delegacias do Estado de São Paulo. Os números apresentados sobre roubos e furtos de motocicletas representam uma estimativa baseada nos registros oficiais disponíveis e, portanto, são inferiores ao total real de ocorrências.

Isso ocorre porque, para garantir a qualidade e a confiabilidade das análises, nossa metodologia exclui registros sem identificação da placa do veículo, ocorrências duplicadas e cadastros que apresentam inconsistências ou erros de preenchimento.

Além disso, é importante considerar que parte dos roubos e furtos de motocicletas não é registrada pelas vítimas junto às autoridades policiais, fenômeno conhecido como subnotificação. Dessa forma, os dados divulgados não correspondem à totalidade dos crimes efetivamente ocorridos.

Apesar dessas limitações, a metodologia empregada assegura uma base de dados consistente e suficientemente robusta para a análise estatística e o acompanhamento das tendências da criminalidade ao longo do tempo. Assim, os resultados permitem identificar a evolução do fenômeno e subsidiar análises técnicas com elevado grau de confiabilidade.

Vale salientar ainda que os campos que podem levar à identificação de pessoas são protegidos de acordo com o art. 31 da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), garantindo a privacidade e a proteção de dados pessoais. Assim, não são disponibilizados endereços, nomes ou quaisquer outros dados pessoais relacionados aos registros de ocorrência. Nesse sentido, muitas das informações que poderiam elucidar o detalhamento desta análise estão protegidas por lei. 

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