Mais 250 ônibus elétricos foram entregues nesta quarta-feira, 30, para o transporte público de passageiros no município de São Paulo. A entrega de novos veículos realizada integra financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor total de R$ 2,5 bilhões, a maior operação com essa finalidade no país até o momento.
O financiamento foi aprovado em 2023. Desde então, o BNDES já liberou R$ 2,485 bilhões, o que permitiu a aquisição de 1.185 ônibus elétricos, incluindo os 250 entregues nesta data.
Os veículos vão substituir as unidades que rodam a diesel na capital e serão responsáveis por evitar a emissão anual de um total de 85.594 toneladas de CO₂ na atmosfera. Todos os novos ônibus contam com ar-condicionado, tomadas USB para carregamento de dispositivos móveis, rede Wi-Fi e acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
A diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, acompanhou a entrega realizada na Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, no bairro de Santana, na zona Norte da capital paulista. Ela destacou que o BNDES conta com linhas disponíveis para iniciativas de descarbonização da mobilidade urbana no Brasil.
"Projetos de eletrificação de frotas contribuem para melhorar a qualidade do transporte público e avançar na agenda de sustentabilidade das grandes cidades”, afirma a diretora. Recursos aprovados pelo BNDES já contemplam iniciativas de descarbonização da mobilidade urbana desenvolvidas por diferentes municípios, estados e operadores privados. Na semana passada, foi aprovado financiamento de R$ 329 milhões para o município do Rio de Janeiro, que iniciará o processo de eletrificação da sua frota por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).
Em São Paulo, os recursos liberados pelo BNDES destinam-se ao pagamento da subvenção concedida pelo município aos contratos de concessão e o pagamento é feito diretamente aos fabricantes dos ônibus, sem transferência de recursos do Banco entre o município e as concessionárias operadoras. Nessa operação, as concessionárias são responsáveis pelos investimentos em infraestrutura de recarga e a parcela remanescente do custo de aquisição dos veículos.