Todo veículo possui áreas que ficam fora do campo de visão de quem conduz. Conhecidas como pontos cegos, elas podem variar de acordo com o tipo e o tamanho do veículo e estão principalmente nas laterais e na região traseira, onde nem sempre é possível visualizar outros usuários da via diretamente ou pelos retrovisores. Por isso, exigem atenção de motociclistas e motoristas, especialmente em mudanças de faixa, conversões e outras situações em que os veículos dividem o mesmo espaço na via.
Na Semana Nacional do Trânsito, que acontece entre 18 e 25 de setembro, a Yamaha reforça os cuidados relacionados aos pontos cegos e a importância de uma convivência segura entre os diferentes usuários das vias.
Como o motociclista pode reduzir a exposição aos pontos cegos
Para quem está de moto, o posicionamento é fundamental para aumentar as chances de ser visto pelos demais condutores. Uma referência prática é observar o retrovisor do veículo à frente ou ao lado: se o motociclista consegue enxergar o rosto do motorista pelo espelho, é mais provável que também esteja no campo de visão dele. “Se esse contato visual é perdido, é importante avaliar o posicionamento e, com segurança, buscar uma posição em que possa ser percebido com mais facilidade”, orienta Hélio Mazzarela, instrutor do Yamaha Riding Academy (YRA), programa global da companhia voltado ao treinamento de motociclistas.
Além de evitar permanecer nos pontos cegos de carros e caminhões, o motociclista pode, em cruzamentos e locais com visibilidade reduzida, realizar pequenos deslocamentos laterais de forma segura. Esse movimento ajuda a tornar a motocicleta mais perceptível aos demais condutores.
A iluminação é outro recurso que contribui para tornar a moto mais visível. Trafegar com o farol aceso ajuda a destacar sua presença, inclusive durante o dia.
“O motociclista precisa observar o que acontece ao redor. Um bom posicionamento, aliado à sinalização das manobras, torna seus movimentos mais previsíveis para os outros condutores”, acrescenta José Roberto Fávaro, instrutor do YRA.
O que o motorista deve observar
Para quem dirige, conhecer as limitações do próprio campo de visão e observar o entorno antes de realizar uma manobra são cuidados importantes para identificar a presença de motocicletas, principalmente nos pontos cegos do veículo.
O tamanho da motocicleta também pode interferir na percepção de sua aproximação. De acordo com os especialistas do YRA, por ser menor do que um automóvel, a moto pode parecer mais distante e mais lenta do que realmente está. Essa diferença de percepção exige atenção principalmente em cruzamentos e conversões, quando estimar de forma imprecisa a distância e a velocidade pode comprometer a segurança.
Sinalizar as manobras com antecedência também é essencial. Isso permite que motociclistas e demais usuários da via antecipem o movimento e tenham mais tempo para adequar sua condução.
Responsabilidade compartilhada
“O trânsito exige decisões constantes e muitas delas são tomadas em poucos segundos. Ter consciência de que o outro condutor pode não ter a mesma visão da situação muda a forma como nos comportamos na via. Por isso, considerar o que o outro consegue enxergar também é um cuidado importante para tornar o trânsito mais seguro”, afirma Rafael Lourenço, gerente institucional da Yamaha Motor do Brasil.