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Região Metropolitana de São Paulo reúne 41 projetos com foco na rede de transporte público
Levantamento identifica propostas para sistemas de metrô, trem, VLT e BRT e apresenta cenários para o planejamento da mobilidade na região metropolitana
Por Administrador
Publicado em 04/08/2026 12:09
Mobilidade
Reprodução - Viatrolebu

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, realizado pelo Ministério das Cidades, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mapeou 41 propostas para orientar o planejamento a longo prazo da mobilidade na região metropolitana de São Paulo.

Os projetos incluem intervenções em sistemas de transporte público coletivo que são capazes de absorver grandes fluxos de passageiros na área urbana. Para a implantação dos projetos, o estudo estima que seria necessário um investimento de pelo menos R$175,7 bilhões.

As propostas fazem parte de um planejamento pensado para as próximas décadas, com efeitos esperados até 2054. Entre as iniciativas previstas para a Região Metropolitana de São Paulo, estão novas linhas de metrô, ampliação da malha ferroviária, implantação de corredores estruturantes de ônibus e novos trechos de VLT.

Nos cenários simulados pelo estudo, a rede de transporte coletivo de média e alta capacidade de São Paulo passa dos atuais 746 quilômetros para 1.309 quilômetros. Além disso, segundo o estudo, a participação de metrôs, trens, VLTs e BRTs, pode passar de 52,4% para 71,6% dos deslocamentos realizados por transporte coletivo.

O estudo também projeta uma redução de cerca de 9% no tempo gasto com deslocamentos, uma queda de 10% no número de óbitos em sinistros de trânsito e um recuo de aproximadamente 4% nos custos operacionais do transporte coletivo.

Além disso, estima uma diminuição de aproximadamente 14% nas emissões de gases de efeito estufa, evitando a emissão de cerca de 879 mil toneladas de gases poluentes por ano, apenas na região metropolitana paulista.

O estudo

Desenvolvido entre 2024 e 2026, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana identificou uma carteira de 187 projetos distribuídos nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil. A implantação das iniciativas exigiria investimentos de pelo menos R$ 430 bilhões.

Elaboradas a partir das projeções de demanda do transporte público para as próximas década, a pesquisa servirá de base para a construção de uma estratégia nacional voltada ao fortalecimento do transporte público coletivo.

O estudo aponta que, com a execução dos projetos, a malha de transporte coletiva que absorve grandes fluxos de pessoas no Brasil poderá crescer 120%, passando dos atuais 2.018 quilômetros e atingindo 4.428 quilômetros de extensão.

Em panorama nacional, também são projetados uma redução de 12% no tempo gasto com deslocamentos, uma queda de 6% no número de óbitos em sinistros de trânsito e um recuo de 11% no custo operacional por viagem no sistema de transporte público.

Além disso, a estimativa é de uma redução de aproximadamente 12% das emissões de gases de efeito estufa, evitando a emissão de cerca de 3 milhões de toneladas de poluentes por ano no país.

 

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