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Com frota envelhecida, SP e RJ mostram dinâmicas distintas de tráfego nas rodovias em março
Em São Paulo, movimento avança 8,4% na comparação anual; no Rio, tráfego recua no acumulado do ano e veículos pesados puxam retração
Por Administrador
Publicado em 14/05/2026 12:06
Mobilidade
Divulgação: Veloe

O movimento de veículos leves e pesados nas rodovias de São Paulo cresceu 8,4% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, impulsionado pelo aumento das viagens nos dois segmentos, segundo dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
O resultado reforça o patamar mais elevado de circulação no principal estado do país, mas ocorre em paralelo a um dado que chama atenção para desafios de segurança viária, eficiência operacional e renovação da mobilidade: de acordo com estatísticas da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), referentes a março de 2026, 37,4% dos veículos da frota paulista têm mais de 20 anos de uso.
Ao todo, São Paulo concentra 35,5 milhões de veículos, o equivalente a 27,3% de toda a frota nacional. Esse contingente cresceu 2,9% nos últimos 12 meses e reforça o desafio de planejamento e gestão da infraestrutura rodoviária estadual, especialmente em um cenário de elevada dependência do transporte individual e do transporte de cargas.
“O aumento do fluxo nas rodovias na comparação anual mostra que a circulação de pessoas e mercadorias segue em patamar superior ao observado no ano passado, especialmente em São Paulo. Ao mesmo tempo, os dados da frota revelam um desafio estrutural importante: o envelhecimento dos veículos em circulação. Isso tem impacto direto sobre segurança viária, eficiência logística, custos operacionais e sustentabilidade da mobilidade no país”, afirma Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe.
Embora o fluxo acumulado nas estradas paulistas tenha avançado 6,2% nos quatro primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, a comparação entre março e abril mostra retração de 0,8%, influenciada principalmente pela queda de 2,4% na circulação de veículos pesados. Esse recuo pontual dos pesados pode indicar ajustes no ritmo da atividade logística no mês, mas não altera o quadro de crescimento do tráfego paulista em horizontes mais longos. No acumulado dos últimos 12 meses, o tráfego nas rodovias do estado subiu 3,8%.
A idade média dos veículos em São Paulo chegou a 18,5 anos. Apenas 15,7% da frota em circulação foi fabricada há até cinco anos, enquanto mais de um terço ultrapassa duas décadas de uso, fator que costuma impactar emissões, eficiência energética, custos de manutenção e segurança viária.
Dados da Senatran também indicam que a maior parte da frota paulista é composta por automóveis (58,6%) e motocicletas (17,0%). Em relação ao combustível, predominam veículos movidos a gasolina e etanol (42,7%) e veículos movidos exclusivamente a gasolina (41,5%). Veículos elétricos ou híbridos ainda representam apenas 0,7% do total.
 
Rio tem queda no acumulado e retração puxada por veículos pesados
No Rio de Janeiro, o cenário é diferente. Embora o tráfego nas rodovias tenha crescido 5,7% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o estado acumula retração de 1,3% no fluxo rodoviário em 2026 até abril. A principal contribuição para esse desempenho veio da redução nas viagens de veículos pesados, que caíram 4,5% no acumulado do ano e 4,3% nos últimos 12 meses. O resultado sugere um quadro mais fraco na movimentação logística, especialmente quando comparado ao desempenho dos veículos leves.
De acordo com as estatísticas da Senatran, o estado fluminense possui frota de 8,3 milhões de veículos, equivalente a 6,4% do total nacional, com crescimento de 3,7% nos últimos 12 meses. Assim como em São Paulo, a frota apresenta idade média elevada: os veículos têm, em média, 18,1 anos, e 36,3% foram fabricados há mais de 20 anos.
Na composição por combustível, a frota fluminense se destaca pela forte presença do GNV, que abastece 19,7% dos veículos do estado, percentual muito superior ao observado em São Paulo.
Em conjunto, os dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias indicam que São Paulo e Rio de Janeiro combinam dinâmicas distintas de tráfego com um desafio estrutural comum: a elevada idade média da frota. Enquanto São Paulo apresenta crescimento mais consistente da circulação em horizontes mais longos, apesar da acomodação pontual em abril, o Rio de Janeiro mostra desempenho mais heterogêneo, com avanço na comparação anual, mas retração no acumulado do ano e nos últimos 12 meses, especialmente entre veículos pesados. Em ambos os casos, a dimensão, a expansão recente e o envelhecimento da frota reforçam a importância de políticas e investimentos voltados à segurança viária, à eficiência logística, à renovação dos veículos e à sustentabilidade da mobilidade.
 
Para consultar mais resultados, clique aqui. São Paulo e Rio de Janeiro

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