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Auto Summit 2026 aponta integração tecnológica e crédito como caminhos para modernizar o setor automotivo
Durante o encontro, Renave foi destaque como exemplo positivo na digitalização do mercado
Por Administrador
Publicado em 10/03/2026 12:12
Mobilidade
Divulgação Trillia

O avanço da digitalização, a ampliação do crédito e a integração entre diferentes sistemas foram apontados como pilares para modernizar o mercado automotivo brasileiro durante o Auto Summit 2026, encontro que reuniu representantes da indústria e do sistema financeiro para discutir os principais desafios e oportunidades do setor.
Realizado pela Trillia, nova marca de inteligência aplicada a negócios, dados, analytics e inteligência artificial da B3, o evento contou com a parceria de Acrefi, Associação Nacional dos Detrans (AND), Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).
Na abertura do evento, Marcos Vanderlei, head da Trillia e vice-presidente da Unidade de Infraestrutura para Financiamentos na B3, destacou que a proposta do encontro foi reunir diferentes agentes do ecossistema para discutir soluções práticas para o desenvolvimento do setor.
Segundo o executivo, o papel da Trillia é desenvolver soluções tecnológicas voltadas à eficiência e à integração de diferentes cadeias econômicas, atuando em cocriação com lideranças de cada setor.
“Nossa estratégia é entender a jornada do cliente e desenvolver soluções que resolvam problemas reais. Um exemplo é o Renave, criado em diálogo com o Detran e a Senatran, que contribui para a prevenção de fraudes no mercado automotivo”, disse.
Um dos principais temas discutidos no encontro foi justamente o Renave (Registro Nacional de Veículos em Estoque), sistema que digitaliza e integra as operações de compra e venda de veículos no país e funciona como um registro eletrônico do estoque de veículos de concessionárias e lojas.
Conectado aos órgãos de trânsito, o Renave acompanha o histórico do automóvel desde a entrada no estoque até a transferência ao comprador, aumentando a transparência das operações e ajudando a reduzir fraudes, além de agilizar processos que tradicionalmente exigem diversas etapas burocráticas.
Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o sistema já demonstra resultados relevantes e deve avançar ainda mais no mercado de seminovos. “Precisamos avançar no aprimoramento do Renave, um sistema que já gera segurança jurídica funciona de forma eficiente e é bem-sucedido com veículos zero quilômetro. Hoje, está presente em nove estados e tem um papel relevante na mitigação da clonagem de veículos seminovos”, afirmou o representante da Fenabrave.
A modernização tecnológica também foi destacada como uma pauta estratégica para o setor. Para o presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND), Givaldo Vieira, as entidades têm buscado atuar de forma conjunta para impulsionar essa agenda.
“Elegendo o Renave como prioridade, estamos nos colocando como atores proativos do processo de transformação por meio de avanços tecnológicos para melhorarmos a infraestrutura e, coletivamente, nos fortalecermos e identificarmos pautas relevantes”.
Outro ponto central do debate foi o papel do crédito para sustentar o crescimento do mercado automotivo. O diretor da Febraban, Rafael Baldi, destacou que o financiamento é fundamental para a dinâmica de vendas no setor.
“Hoje, no mundo, de 35% a 60% dos veículos são financiados. O crédito é importante não só para a compra, mas para todos os elos do ecossistema”, afirmou. Segundo ele, ainda existem entraves importantes que precisam ser endereçados. “Temos um arcabouço regulatório fragmentado nas esferas federal, estadual e municipal. Além disso, a complexidade tributária cria desafios para que o setor financeiro opere de forma ampla e previsível”.
Na avaliação do presidente da Acrefi, Tadeu Silva, o Brasil ainda tem espaço relevante para expandir o financiamento de veículos. “Cerca de 35% das vendas de veículos são financiadas no Brasil. Temos oportunidade para crescer. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde o mercado é mais maduro, esse número é de 80%”, afirmou. “É preciso destravar as agendas internas, ter mais previsibilidade com avanços nas questões tributárias e avançar contra a insegurança jurídica”.
O tema regulatório também foi apontado como um desafio pela indústria. Para o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o setor precisa de regras mais adaptáveis à velocidade das transformações tecnológicas. “O desafio é em relação às regulamentações que precisam ser mais flexíveis para conseguirmos prosseguir”, disse.
No segmento de veículos usados, a expectativa é de crescimento relevante nos próximos anos. Segundo o presidente da Fenauto, José Everton, o mercado pode alcançar volumes históricos. “Se o mercado externo não afetar nossa economia, nossa projeção é de que o Brasil alcance o número de 20 milhões de veículos usados em 2026”, ressaltou.
Para ele, a digitalização dos processos será fundamental para acompanhar essa expansão. “Precisamos dar mais agilidade nos processos de vendas digitais para que o negócio seja concluído em minutos. Hoje, às vezes, os processos demoram dias. Precisamos que nossos sistemas sejam integrados ao ponto de quando o cliente comprar um carro usado em uma loja, na emissão da nota, ele já esteja transferido no Detran.”
Na visão do presidente da ANEF, Enilson Sales, além de criar soluções, o desafio também está em garantir que as ferramentas já disponíveis sejam adotadas pelo mercado. “Precisamos refletir sobre como fazer com que as novidades sejam colocadas em prática e que os desafios do mercado sejam enfrentados e regulamentados”.
Ao final do encontro, os participantes concordaram que a combinação entre tecnologia, integração de dados e avanços regulatórios será decisiva para impulsionar a eficiência e o crescimento do setor automotivo brasileiro nos próximos anos.

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